F·G· studio
Para escolas e famílias

Construção
de Narrativas

Histórias com raízes na terra e asas na imaginação.

Oficina de teatro  ·  crianças dos 6 aos 10 anos

Idades
6 aos 10 anos
Formatos
ciclo de 10–12 semanas, ou ano letivo completo
Onde
na vossa escola, entre a sala e o exterior
Pedagogia
Montessori, Forest School e cenografia

Marcar uma conversa Projeto pedagógico (PDF)

O que é

As crianças constroem, do princípio ao fim, a representação cénica de uma narrativa: escolhem a história, exploram os seus ambientes, criam cenários, personagens, figurinos, luz e som, e partilham o resultado com a comunidade.

Não se trata de montar uma peça dirigida pelo adulto. É um percurso de trabalho autónomo, sensorial e colaborativo, em que a história é o fio condutor de aprendizagens reais.

Três fundamentos

A narrativa é a linguagem desta idade

Entre os 6 e os 12 anos — o segundo plano de desenvolvimento descrito por Maria Montessori — a criança entra na idade da imaginação e do raciocínio. A história é a porta de entrada para a leitura, a expressão, a ciência dos materiais, a cor, a luz e o som.

A natureza é o primeiro atelier

Os ambientes da história não se estudam em fotografias: exploram-se com o corpo, na floresta e no jardim. Os materiais são naturais ou reutilizados — madeira, pedra, barro, folhas, tecidos recuperados.

As mãos constroem o pensamento

Da cenografia à costura, cada fase pede trabalho manual real, com ferramentas reais — o prolongamento natural da vida prática Montessori para a idade escolar.

O percurso — oito fases

Um percurso completo, não um calendário fixo. Cada fase combina momentos no exterior e no atelier.

  1. Raízes da história — escolher e escutar

    Círculo de histórias ao ar livre. Em conselho, o grupo escolhe a narrativa a construir. Segue-se o primeiro mapa da história — desenhado no chão, com paus, pedras e giz.

  2. Habitar os ambientes — sentir o espaço

    Onde é que esta floresta se parece com a floresta da história? Onde seria a caverna, o rio, a casa? Caminhadas de exploração sensorial e registo das sensações de cada lugar — luz, som, cheiro, temperatura.

  3. A cor e a matéria

    Cores quentes e frias, o que cada cor nos conta. Produção de pigmentos e tintas naturais — terras, carvão, flores, bagas. A ciência entra pela porta da arte.

  4. Construir o cenário

    Muros, portas, árvores — o que a história pedir, com ramos, cartão, barro e tecidos. O palco pode ser a própria clareira. Ferramentas reais, com regras de segurança construídas com as crianças.

  5. Dar vida às personagens

    Marionetas e figuras — humanas, animais, plantas. Iniciação à costura, apresentada como as lições de vida prática Montessori: gesto a gesto, com materiais verdadeiros e tempo para repetir.

  6. Luz e sombra

    A luz como material: o sol e as sombras da floresta, teatro de sombras com lençol e lanternas, filtros e recortes. Experiências simples que ligam a física à magia do palco.

  7. Os sons da história

    Recolha e gravação de sons, na natureza e com objetos, para construir a paisagem sonora da narrativa. Que material fez este som? Educação do ouvido na melhor tradição da educação sensorial.

  8. Asas — partilhar com a comunidade

    Apresentação às famílias, ao ar livre, conduzida pelas crianças: são elas que apresentam, manipulam, iluminam e sonorizam. Depois, uma retrospectiva em círculo.

Dois formatos

10 a 12 semanas

Ciclo único

Um percurso com uma narrativa, do círculo de histórias à apresentação final.

É o formato mínimo em que o projeto funciona por inteiro.

cerca de 36 semanas

Ano letivo completo

Três ciclos de aproximadamente 12 semanas, cada um com uma narrativa nova escolhida pelas crianças e uma apresentação que coincide com as celebrações naturais da comunidade — Natal, primavera, festa de final de ano.

Três histórias por ano significam três encontros com as famílias. A oficina deixa de ser uma atividade semanal isolada e passa a ser um ritmo que acompanha as estações.

Em qualquer dos formatos, o percurso ajusta-se ao ritmo do grupo e ao calendário da comunidade.

O papel do adulto, e como se avalia

O adulto prepara o ambiente, apresenta técnicas em pequenas lições, observa e regista, e intervém o mínimo necessário. Segue a criança: se o grupo se apaixonar pelas marionetas e quiser demorar-se, o mapa do projeto adapta-se.

O objetivo não é a perfeição do espetáculo — é a qualidade do processo vivido por cada criança.

Registos de observação individuais: concentração, escolhas, persistência, cooperação, evolução técnica.

Portfólio do projeto por criança: desenhos, registos escritos, fotografias do processo, amostras de materiais.

Autoavaliação em círculo no fecho de cada fase.

Sem notas nem juízos comparativos — a referência é o percurso de cada criança.

Materiais

Da natureza, por recolha responsável: ramos, pedras, folhas, terras, barro, sementes. Reutilizados: cartão, tecidos, lãs, botões, frascos, papéis. Ferramentas reais à escala da criança: tesouras, agulhas, serrote pequeno, martelo leve, cola, pincéis. E os livros da comunidade e das famílias — o projeto começa e acaba nos livros.

O custo material é intencionalmente baixo: quase tudo se recolhe, recupera ou já existe na comunidade.

Quem conduz

Fátima Cristina da Silva Gomes. Licenciada em Teatro, na especialidade de Cenografia, pela ESMAE. Mais de vinte anos como educadora, com prática em pedagogia Montessori e Forest School.

Trago para ele a convicção de que educar é confiar.

Falar com a Fátima

Se isto fizer sentido para a vossa comunidade, o passo seguinte é uma conversa.

Marcar uma conversa

ou telefonar para 963 348 765

Descarregar o projeto pedagógico completo (PDF)